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Nota histórica

SOBRE A ESCOLA

 

Em Outubro de 1971 começou a funcionar no edifício do antigo colégio de Oliveira de Azeméis uma secção do Liceu Nacional de Aveiro que, em 1973, viria a dar origem ao Liceu Nacional de Oliveira de Azeméis.

Em Novembro de 1979, o liceu passou a designar-se Escola Secundária Ferreira de Castro, em honra do escritor nascido em terras de Azeméis.

Em Setembro de 1988 a escola mudou as suas instalações do centro da cidade para a rua Dr. Silva Lima, em Lações de Cima.

Ao longo do tempo a sua oferta formativa centrou-se em múltiplas áreas de estudos, com relevo especial para as humanidades, para as ciências naturais e para as artes. Com a introdução dos cursos tecnológicos e profissionais, assumiram relevo os de Animação Sociocultural, Informática, Design, Gestão, Química Industrial, entre outros.

Actualmente frequentam-na cerca de mil e duzentos alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, de Cursos Profissionais, de Cursos de Educação e Formação para jovens (CEF) e de Educação e Formação de Adultos (EFA). Nela está sedeado também um Centro Novas Oportunidades.

Prepara-se para alargar e melhorar significativamente tanto as condições de trabalho como a oferta formativa, no seguimento de importantes obras de remodelação que está a sofrer no âmbito da modernização das escolas secundárias levada a efeito pela Parque Escolar. Prevê-se o fim das obras para 2011.

 

 

SOBRE O SEU PATRONO - FERREIRA DE CASTRO

 

FCJosé Maria Ferreira de Castro nasceu a 24 de Maio de 1898, no lugar de Salgueiros, freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis. Em 1910 fez exame do 2º grau de instrução primária e terminou assim, prematuramente, a sua formação escolar. Em 1911, com apenas 12 anos, partiu para Leixões, rumo ao Brasil.

Durante quatro anos viveu no seringal Paraíso, em plena selva amazónica, junto à margem do rio Madeira. Foi uma experiência dura e marcante a que se seguiram outras não menos precárias. Foi embarcadiço em navios do Amazonas e teve de recorrer a trabalhos como o de colar cartazes em Belém do Pará para poder sobreviver. Entretanto, revelara-se já a sua vocação como escritor com os primeiros romances e peças de teatro, bem como com a publicação de diversos textos jornalísticos.

Em 1919 regressa a Portugal onde se aventura em várias iniciativas ligadas ao jornalismo até chegar a redactor do jornal O Século e director (embora por pouco tempo) do jornal O Diabo.

Emigrante, viajante, homem do jornalismo e, sobretudo, ficcionista é hoje em dia, ainda, um dos autores com maior obra traduzida em todo o mundo. O seu nome chegou a ser sugerido duas vezes para prémio Nobel da Literatura.

Ferreira de Castro faleceu no Porto, em 29 de Junho de 1974, na sequência de um acidente cardio-vascular, mas foi sepultado, por vontade sua, em Sintra, terra que muito amara e onde havia passado boa parte dos últimos anos da sua vida.

Considerado um dos maiores escritores da sua época, as suas obras mais conhecidas, «Emigrantes» (1928), e «A Selva» (1930), resumem a sua dura experiência de emigração e sofrimento, quer no ambiente do Seringal Paraíso da floresta amazónica, quer em Belém do Pará. Foi talvez essa experiência – duramente vivida e caldeada com a sua prodigiosa sensibilidade e inteligência – que lhe possibilitou a compreensão do homem e do seu dramático destino, tornando-o um dos maiores humanistas do século XX, o que, de algum modo, se exprime no Pórtico da sua obra «Emigrantes»:

“Os homens transitam do Norte para o Sul, de Leste para Oeste, de país para país, em busca do pão e de um futuro melhor”. (...) “Nascem por uma fatalidade biológica e quando, aberta a consciência, olham para a vida, verificam que só a alguns deles parece ser permitido o direito de viver…”.

 

Actualizado em Domingo, 28 Fevereiro 2010 19:27
 
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